Confira a análise da MBA sobre a polêmica da cor do tênis e a relação com a dominância cerebral

03/05/2019

By: Jennifer Silva

Parece que foi ontem, mas já faz mais de três anos que o vestido polêmico bombou na internet. Isso porque cada pessoa enxergava de um jeito: alguns diziam que era azul e preto, outros branco e dourado. Recentemente, temos outra polêmica, a do tênis cinza e azul, ou será, rosa e branco?

Após a popularidade das fotos nas redes, a discussão para tentar resolver o dilema foi imensa, chegando à conclusão que as formas de enxergar as cores são por conta da dominância cerebral, que segundo a teoria de Ned Hermann classifica os estilos de pensamento em relação ao lado do cérebro dominante. Pessoas com predominância no lado esquerdo são descritas como analíticas, lógicas e sequenciais, enquanto as com predominância no lado direito são mais intuitivas e emocionais.

O que não é 100% verdade. Nós acreditamos que precisamos de uma análise mais profunda para fazer uma interpretação de algo tão valioso que é a dominância cerebral.

O nosso psicólogo, neurocientista e neuropsicólogo, Fábio A. Carvalho pensa que não há nenhuma relação entre as cores da foto e o teste de dominância. A foto do tênis é um exemplo das muitas possíveis ilusões visuais, trata de um fenômeno perceptual que os especialistas chamam de constância de cores (colour constancy).

A cor é um fenômeno psicológico, não uma propriedade em si do objeto, então cada um pode ter uma percepção diferente do mesmos atributos do objeto. Em geral, o cérebro tenta manter a constância de cor dos objetos ao longo de todo o dia, em diferentes condições de luminância, para que não tenhamos a grata surpresa de que a cada minuto os objetos mudem de cor.

Mas em alguns momentos, determinados comprimentos de ondas não são facilmente distinguíveis pelo sistema sensorial, como no caso de vestido ou desse tênis, o que pode gerar percepções diferentes entre as pessoas.

Portanto, não se preocupe tanto assim como você enxerga as cores, afinal existem maneiras mais profundas de analisar sua dominância cerebral.

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Fonte: Human Change – Avaliação de Dominância Cerebral